segunda-feira, 2 de junho de 2014

MINISTÉRIO PÚBLICO QUER PENAS MAIORES PARA SENADOR ZEZÉ PERRELA, AQUELE DO HELICÓPTERO COM COCAÍNA A BORDO

Mariana Jungmann
Agência Brasil 
O Ministério Público Federal no Distrito Federal vai recorrer à Justiça Federal para pedir o agravamento da sentença que condenou o senador Zezé Perrela (PDT-MG) à perda da função pública e dos direitos políticos por três anos e multa de R$ 50 mil.
A condenação de Perrela está ligada a processo movido pelo MPF em 2004, quando ele era deputado federal, por improbidade administrativa. Ele foi acusado à época de ter usado irregularmente o apartamento funcional da Câmara, ao permitir que pessoas de fora de sua família ocupassem o imóvel.
Ação semelhante foi movida contra o atual senador Ciro Nogueira (PP-PI), que era quarto secretário da Câmara na ocasião, e foi acusado de conivência com a situação irregular. Mas Nogueira foi absolvido em primeira instância. A juíza considerou que não havia provas de que ele cometera atos de improbidade administrativa, mas sim, de que ele tomara providências para reintegração do imóvel.
DIREITOS POLÍTICOS
O Ministério Público não está satisfeito com a condenação de Perrela e a absolvição de Nogueira, e irá recorrer em até 30 dias contra as duas decisões. No caso do senador mineiro, se a decisão for reformada, ele pode perder os direitos políticos por até oito anos e ser condenado a ressarcir os cofres públicos em R$ 200 mil. Quanto ao senador piauiense, sanções semelhantes podem ser aplicadas, caso ele seja condenado nas próximas instâncias.
O gabinete do senador Zezé Perrela informou que ele foi condenado em “decisão preliminar”, que já está em fase de recurso. Perrela só pretende se manifestar após decisão final da Justiça sobre o assunto. O senador Ciro Nogueira não foi encontrado, e sua assessoria preferiu não se manifestar sobre o recurso do MPF.


Senhores,
O DEPUTADO, O PCC E O PLANO DE RESGATAR O MARCOLA
O Estadão revelou um plano do PCC para resgatar Marcola em helicóptero camuflado de Águia da PM, a partir de uma base em Porto Rico (PR), de onde deflagrariam operação para tirar outros três líderes da Penitenciária de Presidente Venceslau, no oeste paulista.
Para que o plano desse certo, três integrantes da facção tiveram que tomar aulas de voo no Campo de Marte, na zona norte da capital, pois pretendiam usar dois helicópteros: o Esquilo, modelo usado pela PM, camuflado para que policiais que guardam a muralha da Penitenciária-2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, o confundissem com uma helicóptero Águia, e um outro armado de metralhadora .30, encarregado de proteger o primeiro.
AGORA, ADIVINHE QUEM ERA O PROFESSOR DOS PILOTOS DO PCC?
O professor dos bandidos, segundo o relatório, seria Alexandre José de Oliveira Junior, copiloto do helicóptero do deputado federal Gustavo Perrella (SDD-MG), preso em 25 de novembro do ano passado no Espírito Santo pela Polícia Federal quando descarregava 450 quilos de cocaína.
O plano era semelhante ao executado em 30 de dezembro de 1996 pela Frente Patriótica Manoel Rodriguez (FPMR) para resgatar quatro de seus líderes detidos no CAS (Cárcere de Alta Segurança), em Santiago, no Chile. A ação tirou da cadeia, entre outros, Maurício Hernandez Norambuena, o chefe da FPMR, que seis anos mais tarde seria preso em Serra Negra, no interior de São Paulo, quando liderava o sequestro do publicitário Washington Olivetto.
Nas eleições de 2006 divulgou-se que o crime organizado pretendia infiltrar seus representantes nos três poderes…
Será que conseguiram?
Abraços.


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