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terça-feira, 17 de junho de 2014

Aécio diz que nunca usou cocaína e editor sugere um exame toxicológico

3/6/2014 13:45

Por Redação - de São Paulo
Aécio se irritou ao ser perguntado, durante o programa Roda Viva, se era usuário de cocaína
Aécio se irritou ao ser perguntado, durante o programa Roda Viva, se era usuário de cocaína
O presidenciável tucano Aécio Neves culpou o ‘submundo da web’ pela ‘infâmia’ de classificá-lo como usuário de cocaína e álcool. As afirmações ocorreram durante entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura, encerrado na madrugada desta terça-feira. Neves diz que nunca cheirou, apenas experimentou maconha quando ainda jovem. Para tirar qualquer dúvida, o jornalista Paulo Nogueira, editor do blog Diário do Centro do Mundo (DCM), sugere que ele se submeta a um exame toxicológico. As chances de que isso aconteça são mínimas, diante do fato que Aécio se recusou asoprar um bafômetro, ao ser flagrado em uma blitz da Lei Seca no Leblon, Zona Sul do Rio.
– A internet é a maior revolução do nosso tempo. Mas ela não impede a atuação de quadrilhas virtuais, de terrorismo. Há nesses casos o cometimento de crimes. Robôs eletrônicos são usados para propagar mentiras. São os absurdos de sempre – disse, sem paciência alguma com as dúvidas do editor da revista mensal Piauí, Fernando Barros e Silva, que lhe fez a pergunta. “O desconforto jorrou em golfadas de Aécio”, repercutiu o jornalista Paulo Nogueira, editor do DCM, a partir de Londres.
Aécio, aos telespectadores do programa apresentado por Augusto Nunes, um dos colunistas da revista semanal de ultradireita Veja, em linha com a ideia de que exista um submundo na web, disse que espera encontrar na disputa eleitoral “todo tipo de leviandade e acusações”.
– Essa guerrilha vai continuar: Jamais (fui usuário de cocaína). Tenho uma vida da qual me orgulho muito. Tenho uma família extraordinária. Os que me conhecem vêm me reelegendo há 30 anos. Não conseguem dizer que sou desonesto, que sou incompetente. Têm de dizer alguma coisa – respondeu.
O ex-governador mineiro, embora tenha-se declarado usuário de maconha, disse que agora é contra a descriminalização da droga:
– (O ex-presidente e líder tucano) Fernando Henrique está à vontade para fazer esse debate, mas não é a minha posição. Não é uma agenda que atenda à expectativa do cidadão brasileiro. Não sou à favor da descriminalização – disse.
Ainda na repercussão do fato no DCM, Nogueira afirma que “Aécio tem um problema”.
“Mesmo num ambiente superprotegido como foi o Roda Viva ontem, a questão da cocaína o assombrou. Me ocorreu a reação histórica de FHC quando, como candidato a prefeito de São Paulo, ouviu de Boris Casoy num debate pela tevê o seguinte: ‘O senhor acredita em Deus?’. Naquela época, FHC não acreditava.
– Mas, Boris: nós tínhamos combinado antes que você não faria essa pergunta – respondeu ele.
“Fernando Barros – o único dos entrevistadores que fez ontem algo parecido com jornalismo – perguntou. A resposta de Aécio – disse, perturbado e irritado, que nunca usou cocaína – não foi a mais convincente que ele deu na vida, com certeza. Aécio, numa demonstração de que Minas não o acostumou a lidar com perguntas embaraçosas de jornalistas, acusou Fernando Barros de já ter candidato. Depois, ele confiou na desinformação das pessoas. Afirmou que os elos que o unem à cocaína são fruto do ‘submundo’ da internet. Temos aí uma visão ampla do ‘submundo da internet‘, então. Incluí o Mineirão lotado. Em 2008, num amistoso da seleção contra a Argentina, a torcida gritou: ‘Ei Maradona, vai se fxxx, o Aécio cheira mais do que você”, lembrou o editor.
E continua: “Pausa para rir”.
“Bem, o editor da Piauí fez menção ao coro do Mineirão. Serra também teria que ser incluído no ‘submundo da internet’. Um jornalista ligado a Serra publicou no Estadão, quando este e Aécio disputavam a indicação do PSDB para a eleição presidencial de 2010, um artigo cujo título era: ‘Pó pará, governador‘. (Aécio era governador de Minas). Serra, pelas costas de Aécio, sempre trouxe a cocaína à cena para boicotá-lo em disputas internas tucanas. Barros lembrou um artigo de Serra que, do nada, quando mais uma vez se avizinhava uma competição entre ele e Aécio pela nomeação à eleição presidencial, anunciava logo na primeira frase que o “consumo de cocaína” seria debatido no Brasil. Aécio claramente não está preparado para discutir a cocaína. Ele parece não ter feito nenhum treinamento com especialistas para se safar deste tipo de pergunta. Ou, se fez, o treinamento foi inútil, pelo menos a julgar por ontem”, acrescentou.
“Aécio, desde o início, era uma candidatura de alto risco para o PSDB pela fama de festeiro inveterado. Ou o partido subestimou o risco, ou simplesmente não tinha alternativa. Podia terminar em Serra, mais uma vez. Para Aécio se livrar do assunto, a única solução é ele fazer um exame toxicológico. Mas, pelo menos até aqui, ele não mostrou nenhuma disposição para fazer isso”, concluiu Nogueira.



Aécio Neves fala sobre acusações do uso de cocaína

terça-feira, 3 de junho de 2014

Grupos MafioMidiáticos (Folha & Veja) assumem condução da candidatura Aécio Neves

20/05/2014


Com novo chefe de mídia, segredo de Aécio vaza

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Senador Aécio Neves (PSDB-MG) sofreu revés com o vazamento de sua articulação para ter Henrique Meirelles, ex-Banco Central, como vice; nota no Painel irritou ex-governador José Serra e também Gilberto Kassab, do PSD, o que abre espaço para Tasso Jereissati como vice; dona do furo, jornalista Vera Magalhães é casada com Otavio Cabral, que está deixando Veja para assumir comunicação de Aécio; colunista Mônica Bergamo noticiou a contratação e Juliana Duailibi confirmou que Cabral virou assessor tucano; ele teria falado demais?
19 de Maio de 2014 às 22:05
247 – A campanha eleitoral do presidenciável Aécio Neves corria sem sobressaltos até o último final de semana. Em alta nas pesquisas e com seu partido pacificado, ele se dedicava, em silêncio, a dois movimentos simultâneos. De um lado, convidou o jornalista Otávio Cabral, da revista Veja e autor de uma polêmica biografia do ex-ministro José Dirceu, para ser o chefe de sua equipe de assessoria de imprensa e comunicação. Representaria, ao mesmo tempo, uma provocação ao PT e um afago na editora Abril, dona de Veja. Parecia não haver contra-indicações.
Ao mesmo tempo, numa operação bem mais complexa e estratégica, Aécio resolveu executar uma ideia que lhe pareceu brilhante. Interessado, desde sempre, em fazer uma coalizão partidária ampla para aumentar suas chances, o senador aproximou-se, com extrema discrição, do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Filiado ao PSD, Meirelles, fez saber Aécio, tornou-se o sonho de consumo do ex-governador mineiro para o cargo de seu companheiro de chapa.
Os dois movimentos poderiam ter dado certo, mas agora desconfia-se que o primeiro gesto ajudou a travar o segundo. Ou terá sido apenas coincidência? O fato é que no mesmo período em que Cabral iniciava seu trânsito pelos bastidores da campanha tucana, o segredo do assédio político sobre Meirelles se esfarelou. E logo pela coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, que publicou nota no domingo 18 cravando o que ninguém até ali sabia. Mais precisamente, o interesse total e irrestrito de Aécio em ter Meirelles como seu vice. O Painel é assinado pela jornalista Vera Magalhães. Ela é casada com o agora ex-repórter Otavio Cabral, novo titular da comunicação da campanha Aécio 2014.
SEM DEFESA - O ‘furo’ do Painel deixou Aécio indefeso. O ex-governador José Serra, com quem ele já desenvolvia um diálogo difícil, foi à luta em sua página no Facebook. Como reflexo direto da procura de Aécio por Meirelles, Serra sepultou qualquer chance de deixar evoluir seu próprio nome como alternativa do PSDB ao cargo de vice. "Isso é coisa do jornalismo criativo", desqualificou Serra, que, no entanto, ainda contava com um convite de Aécio para sair do seu atual ostracismo político. Após saber que o nome número 1, para o tucano, é o do pessedista Meirelles, Serra excluiu-se da fila, nada interessado em poupar o ex-governador mineiro do desgaste que a negativa acarreta.
A jornalista Monica Bergamo, cuja coluna rivaliza com o Painel de Vera Magalhães na divulgação de notícias exclusivas do mundo político, deu seu troco na, digamos, concorrente interna dentro da Folha. Foi ela quem noticiou a contratação de Cabral, cuja esposa tornou público o assédio tucano a Meirelles.
Ainda no domingo 18, demonstrando a desestabilização provocada pelo vazamento da informação sigilosa no Painel, o ex-prefeito Gilberto Kassab, presidente do PSD, afirmou em entrevista ao 247 que não há possibilidade de seu partido aderir ao PSDB e ceder o passe de Meirelles. "Nosso compromisso com a presidente Dilma Rousseff é anterior e está mantido", assegurou.
Nesta segunda-feira 19, quando as repercussões negativas para os tucanos ainda reverberavam, a colunista Juliana Duialibi confirmou em seu blog que Otavio Cabral será mesmo o novo chefe de comunicação de Aécio. O jornalista passou incólume pela sucessão de notícias indigestas para o presidenciável, enquanto o sonho do tucano em ter Meirelles como vice virou um verdadeiro pesadelo, no qual até o ministro Guilherme Afif Domingos se viu no direito de rechaçar publicamente a especulação, garantindo que Meirelles não será vice de Aécio.
O presidenciável, após a demonstração de irritação de Serra e o chega para lá de Kassab e Afif, afirmou que, se o PSD mudar de posição, o interesse por Meirelles está mantido. O próprio Aécio sabe, no entanto, que a manobra, no mínimo, sofrerá um grande atraso para ser completada. O segredo tornado público atrapalhou seus planos.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Aécio Neves diz em programa que fumou maconha

Aécio Neves diz em programa que fumou maconha

foto patrícia calderon
O presidenciável tucano Aécio Neves gravou entrevista para o programa Diálogos, na TV Cidade Fortaleza, apresentado pela jornalista Patrícia Calderon. O presidenciável confirmou para Calderon que já fumou maconha e que era bastante chegado a uma boa “balada”.
Aécio Neves disse que a vida de farrista ficou para trás, depois do casamento.
O programa vai ao ar no domingo (9), a partir das 8 horas.
Vamos nós – De tão polêmicas as entrevistas, o programa poderia se chamar “Calderon da Patrícia”.

Vamos contar a história completa da apreensão de quase meia tonelada de pasta pura de coca numa fazenda em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, num helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG).
O DCM vai investigar o caso para fornecer respostas às perguntas que não foram respondidas sobre esse escândalo.
O repórter Joaquim de Carvalho, com passagens por vários órgãos de imprensa, colaborador cativo do DCM, será enviado a Minas Gerais e Espírito Santo para apurar a matéria. Além dos relatos a ser publicados no site, Joaquim produzirá uma vídeo-reportagem.
Nós acreditamos que esse é um assunto sobre o qual muitas luzes merecem ser jogadas. e que o pó royal tá meio, conforme a marcha que deu origem.
Para se engajar, você só precisa entrar neste link da plataforma Catarse: http://catarse.me/pt/helicóptero